
Glauco Diniz Duarte Empresário – como calcular energia solar fotovoltaica
Segundo o Dr. Glauco Diniz Duarte, ao fazer a análise de investimentos de forma geral, é comum deparar-se com as métricas de payback, VPL (Valor Presente Líquido) e ROI (Retorno do Investimento).
O payback tem como objetivo mensurar o tempo necessário para que determinado investimento se pague. Já o VPL indica o valor presente do fluxo de caixa de um investimento, ou seja, é a soma de todas as receitas e despesas gerados por um investimento, calculados com base em uma taxa de desconto (taxa de juros que reflita o custo de oportunidade do capital). Por sua vez, o ROI apresenta o percentual de retorno de determinado investimento.
Por outro lado, quando se trata de análises de investimentos em infraestrutura de geração de energia elétrica, outra métrica é de extrema importância: o LCOE – Levelized Cost of Energy, ou Custo Nivelado da Energia.
O LCOE tem como objetivo representar o custo por kWh gerado por determinado investimento. A metodologia básica de cálculo do LCOE é descrita como segue:
Sendo:
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CAPEX (Capital Expenditure – Despesas de Capitais): todos os custos associados à construção de uma usina;
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OPEX (Operational Expenditure – Despesas Operacionais): todos os custos necessários para manter a usina produzindo durante todo seu ciclo de vida útil;
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Geração produzida pelo investimento durante todo o ciclo de vida útil.
Sendo assim, o LCOE acaba sendo uma métrica vital para comparação de diferentes propostas para sistemas geradores de energia solar fotovoltaicos. Através dele, é possível entender qual solução oferecerá o kWh mais barato, maximizando o retorno do investimento.
Dentro da realidade de sistemas fotovoltaicos, os custos de CAPEX estão atrelados a compra de todos os equipamentos que compõem o sistema (módulos, inversores, otimizadores, equipamentos de proteção, estruturas, cabos, miscelâneas, etc.), bem como aos custos atrelados ao serviço de instalação (homologação do projeto na concessionária de energia, equipe, ferramentas, deslocamentos, adequações, entre outros).
Por sua vez, os custos de OPEX são compostos pela troca de componentes ao longo do tempo para manter a usina operando, aos custos da equipe e infraestrutura para realizar o monitoramento dos sistemas, bem como custos com visitas para manutenção preditiva e corretiva.
A vida útil de um sistema fotovoltaico é estimada em 25 anos, uma vez que este é, normalmente, o tempo de cobertura da garantia de performance de módulos fotovoltaicos. Entretanto, inversores fotovoltaicos de string convencionais normalmente possuem uma garantia inferior, sendo necessário, então, considerar dentro dos custos de OPEX a troca destes componentes ao menos uma vez ao longo de toda a vida útil do sistema. Já os demais custos de OPEX atrelados a operação e manutenção da usina por ano, costumam ser estimados em 1 a 2% do valor de CAPEX.
Vejamos um exemplo do LCOE de uma usina de 75 kWp:
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Com base na pesquisa recente da Greener, os custos totais para investimento em um sistema de 75 kWp são estimados em R$ 270.000,00
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Custos com totais com uma troca do inversor e demais custos com operação e manutenção da usina em 25 anos são estimados em R$ 195.000,00 (estimado)
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Geração total do sistema em 25 anos: 2.700.000 kWh (estimado)
Logo, o LCOE desse sistema fotovoltaico seria de 0,172 R$/kWh. Ou seja, cada kWh gerado por esse sistema custaria R$ 0,172, valor podendo chegar a ser 5 vezes inferior ao pago às pela eletricidade gerada pelas concessionárias de energia.
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